Responsabilidade Social
8 Jeitos de Mudar o Mundo
8 Jeitos de Mudar o Mundo
O mundo não anda mesmo muito bem. Todo mundo sabe, todo mundo fala. Mas o que é que nós podemos fazer para mudar isso? Tem que começar de algum jeito.
Em 2000, a ONU - Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio que são 8 Jeitos de Mudar o Mundo.

Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.
Não é por falta de números, não é por falta de estudos, diagnósticos e estatísticas que o drama da miséria subsiste como uma doença social crônica. Nem por falta de denúncias, reportagens, retratos cortantes da fome, que diariamente nos chocam, mas são incapazes de, sozinhos provocar soluções duradouras.
Nós, que vivemos o cotidiano da educação, todos os dias plantando uma semente de futuro, sabemos: é possível mudar o rumo das coisas, se conseguirmos levar às pessoas um alimento que não se empacota, se pesa ou se paga, e que quanto mais oferecemos, mais temos para dar: o conhecimento.
O ingrediente principal é Educação.
1. ACABAR COM A FOME E A MISÉRIA
Neste momento, milhares de pessoas estão passando fome no Brasil e no mundo.
A fome é conseqüência da pobreza e também sua causadora. Para romper este círculo vicioso, é fundamental unir toda a sociedade.
Só dessa forma será possível garantir a condição básica de direito à vida: viver sem fome.
Você sabia que no Brasil há alimentos suficientes para alimentar toda sua população? Apesar disso, no nosso país, 29% das pessoas estão abaixo da linha da pobreza e apresentam deficiência alimentar.
UNIVERSIDADES
* Elaborar e executar projetos de Pesquisa e Extensão que contemplem ações de capacitação para pequenos empreendedores, visando aproveitar os programas de micro-crédito existentes.
* Elaborar e executar projetos de Pesquisa e Extensão que contemplem ações de orientação e educação alimentar e nutricional para as comunidades, resgatando culturas e hábitos alimentares saudáveis.
* Capacitar lideranças jovens para a organização de suas comunidades, visando à emancipação e à geração de renda dos grupos.
* Organizar grupos de voluntários para capacitação de comunidades no cultivo de hortifrutigranjeiros.
* Identificar vocações e formular propostas de desenvolvimento sustentável que assegurem geração de renda em comunidades-alvo.
* Realizar campanhas de educação alimentar na comunidade, com folhetos, cartazes e palestras.
* Capacitar merendeiras da rede pública de ensino e manipuladores de alimentos de escolas e creches sobre boas práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos, bem como sobre Aproveitamento Integral dos Alimentos.
* Difundir informações sobre o Direito Humano à Alimentação Adequada e Segurança Alimentar e Nutricional, por meio de fóruns e rodas de conversa nas comunidades e na universidade.
2. EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE PARA TODOS
Não há o que discutir, todos têm direito a educação de qualidade. Entretanto, não é bem isso o que acontece, pois muitas pessoas não chegam a completar o ciclo básico.
O Brasil é o sétimo país do mundo em número de analfabetos, sendo que 18 milhões destes nunca passaram pela escola.
UNIVERSIDADES
* Inserir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), especialmente o 2° Objetivo, como tema transversal, no conteúdo acadêmico de todos os cursos da universidade.
* Montar e cuidar do funcionamento de bibliotecas de bairro, promovendo campanhas e atividades de estímulo à leitura.
* Oferecer, na universidade, espaços voltados para a comunidade, com oficinas de redação, leitura e compreensão de textos.
* Organizar e capacitar grupos de voluntários para atividades de leitura e escrita com crianças em processo de alfabetização, em creches e escolas.
* Realizar levantamentos, em comunidades-alvo, para detectar quantos são e onde estão os adultos analfabetos, a fim de encaminhá-los para centros de alfabetização.
* Disseminar os resultados das pesquisas realizadas, visando contribuir para a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem – promovendo seminários para o grande público, assim como palestras e cursos de atualização e aperfeiçoamento pedagógico para professores e demais profissionais da universidade.
* Estimular o protagonismo estudantil e a prática do voluntariado pela comunidade universitária.
* Organizar campanhas sobre a necessidade de combater o Trabalho Infantil Doméstico, em comunidades-alvo.
3. IGUALDADE ENTRE SEXOS E VALORIZAÇÃO DA MULHER
A história do mundo nos mostra que durante muito tempo os homens e as mulheres não tinham os mesmos direitos e deveres. Em alguns países isso ainda acontece. Em outros, as mulheres conquistaram direitos que antes lhes eram negados.
No Brasil, as mulheres chegam a ganhar até 40% a menos do que os homens para exercer o mesmo trabalho.
UNIVERSIDADES
* Inserir a discussão referente a gênero, direitos humanos, direitos sexuais e reprodutivos na grade curricular dos diversos cursos da universidade.
* Promover programas educativos que valorizem a diversidade, focados em gênero e etnia, revisando o material didático de maneira crítica, no sentido de não reforçar as diferenças de gênero, adotando livros que respeitem a eqüidade de gênero e exigindo ações específicas do Poder Público.
* Organizar cursos de qualificação profissional para mulheres, identificar e divulgar oportunidades de trabalho para elas, fortalecendo parcerias que viabilizem oportunidades de trabalho e atendam às suas necessidades específicas.
* Fazer um levantamento das diversas ONGs e de todos os serviços públicos voltados às necessidades específicas das mulheres e divulgar essas informações.
* Trabalhar com as lideranças comunitárias, organizando atividades sobre educação, saúde, violência doméstica e planejamento familiar, de modo a capacitar os membros do Conselho de Bairro para monitorarem a situação das mulheres.
* Criar um Centro de Orientação para mulheres, integrado aos diversos cursos da universidade, para prestar informações, encaminhamento para denúncias de violência e acompanhamento físico-psicológico, que opere em parceria com ONGs e órgãos públicos.
* Promover seminários, palestras e atividades de lazer para sensibilizar os jovens sobre a situação da mulher brasileira, das áreas urbana e rural.
4. REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL
Em nosso país muitas crianças morrem antes de completar o primeiro ano de vida. As causas são inúmeras, como a desnutrição a falta de acompanhamento pré-natal e durante o parto.
Melhorar a saúde materna ajuda a reduzir a mortalidade infantil.
No Brasil, a mortalidade no primeiro ano de vida é de 27,8 para cada 1.000.
UNIVERSIDADES
* Organizar, para mães, cursos sobre aleitamento materno, preparo do soro caseiro e da multi-mistura, cuidados infantis, nutrição enriquecida e higiene das crianças na prevenção a doenças.
* Promover, na comunidade, campanhas de sensibilização sobre a importância do pré-natal, da boa alimentação, aleitamento e amamentação e sobre as conseqüências de doenças infecciosas e do uso de drogas, fumo e álcool para o bebê.
* Garantir capacitação e reciclagem em Reanimação Neonatal para profissionais do parto (médicos, auxiliares), assim como disponibilizar profissionais para capacitação de enfermeiras e parteiras tradicionais.
* Capacitar, por meio do Centro de Biociências, médicos e funcionários do Programa de Saúde da Família para um atendimento humanizado.
* Capacitar profissionais de creches comunitárias, elevando a qualidade do atendimento à criança.
* Organizar seminários sobre prevenção a acidentes domésticos, para famílias da comunidade.
* Formar grupos de voluntários para os dias de vacinação e divulgação de campanhas na comunidade.
* Veicular, por meio do rádio e da TV universitária, vinhetas de esclarecimento sobre mortalidade infantil.
5. MELHORAR A SAÚDE DAS GESTANTES
Em nosso país muitas mães morrem no parto ou logo após. As causas são inúmeras, como a assistência médica inadequada, a falta de preparo das mães para se cuidar durante a gestação e a desnutrição.
Melhorar a saúde materna ajuda a reduzir a mortalidade infantil. A assistência médica inadequada durante a gravidez e o parto pode causar a morte do bebê e da mãe.
No Brasil, a cada mil crianças que nascem, 28 morrem antes do primeiro ano de vida.
E morrem mais de 2 mães a cada Mil nascimentos.
UNIVERSIDADES
* Realizar cursos de acompanhamento pré-natal e pós-parto, além de atividades que orientem a comunidade sobre amamentação, puericultura, nutrição, saúde do bebê e da mulher, prevenção ao câncer de mama e de colo do útero.
* Apoiar iniciativas comunitárias móveis, atuantes em comunidades pobres, voltadas para a melhoria da saúde materna e o atendimento à gestante (pré-natal e pós-parto).
* Organizar grupos de voluntários para atividades em prol da saúde materna e do planejamento familiar, em parceria com organizações atuantes em comunidades-alvo.
* Oferecer tratamento pré-natal para adolescentes grávidas, de baixa renda, e promover campanhas de esclarecimento sobre planejamento familiar e métodos anticoncepcionais.
* Desenvolver projetos de Extensão Universitária para acompanhamento pré-natal e pós-parto, em parceria com as unidades básicas de saúde.
* Organizar centros de atendimento psicológico, para universitárias gestantes e mulheres da comunidade.
* Adotar medidas que possibilitem flexibilizar a vida acadêmica das alunas grávidas, a fim de evitar que abandonem a universidade.
* Promover capacitações e reciclagem para ginecologistas, enfermeiras e parteiras, visando um atendimento humanizado.
6. COMBATER A AIDS, A MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS
Um dos maiores problemas mundiais são as doenças que atingem grande número de pessoas – e sabemos que a prevenção é a melhor maneira de combatê-las.
O Brasil tem o maior número de casos de malária das Américas, e é o terceiro lugar do mundo em incidência dessa doença.
Os casos de Aids, no entanto, diminuíram em quase todos os grupos. O único grupo em que houve aumento foi no de mulheres dos 13 aos 19 anos.
UNIVERSIDADES
* Estimular, na comunidade, a doação voluntária de sangue, programando com o hemocentro dias específicos para coleta na universidade.
* Organizar, com a participação do Centro de Biociências, atividades de assistência aos portadores de HIV/Aids, multiplicando informações e formando uma rede para troca de experiências e conhecimentos.
* Criar um Núcleo de Orientação, com a participação do Centro de Biociências, para oferecer apoio e informações sobre sexualidade, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), HIV/Aids, problemas e conseqüências do uso de drogas e álcool.
* Ampliar a oferta de disciplinas como Ética Geral, disseminar conhecimentos sobre o tratamento social a ser dado ao portador de HIV/Aids e propor medidas legislativas em defesa da manutenção do emprego – buscando provocar uma mudança de mentalidade e minorar o preconceito e a discriminação perante o portador de HIV/Aids.
* Promover oficinas educativas itinerantes – sobre sexualidade, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), Aids, uso e abuso de drogas – para adolescentes, sobretudo aqueles em situação de desvantagem social.
* Formar grupos de voluntários para disseminar informações sobre saúde e doenças (tuberculose, hanseníase, dengue, DSTs), na universidade e na comunidade, incentivado o auto-cuidado e a responsabilização individual e coletiva pela saúde.
* Monitorar, semanalmente, na universidade e no entorno, possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti ); identificar outros focos que possam prejudicar a saúde da população e informar aos órgãos competentes.
* Fomentar pesquisas científicas para desenvolver medicamentos contra HIV/Aids e outras doenças.
7. QUALIDADE DE VIDA E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
O desmatamento, o desperdício de água e a produção excessiva de lixo são alguns dos problemas mais graves enfrentados pela humanidade. Cuidar do meio ambiente deve fazer parte de nosso dia-a-dia.
Apesar de o Brasil ter aproximadamente 12% de toda a água doce do planeta, 22 milhões de pessoas não têm acesso a água de boa qualidade.
A água é um recurso natural renovável: rios, lagos e lençóis subterrâneos são capazes de repor seus suprimentos, desde que a humanidade não os esvazie rápido demais ou os contamine.
UNIVERSIDADES
* Priorizar a compra de produtos recicláveis e economizar água, energia elétrica, tinta de impressora e papel (usar frente e verso das folhas), evitando o desperdício dos recursos ambientais e incentivando a comunidade a fazer o mesmo.
* Formar grupos de voluntários para capacitação de “agentes ambientais multiplicadores”, visando disseminar conceitos e práticas de responsabilidade ambiental na comunidade – priorizando a coleta seletiva do lixo e a arborização.
* Organizar grupos de trabalho multidisciplinares e multi-institucionais para discussões e ações ambientais, com a participação da comunidade acadêmica e do entorno.
* Estimular Pesquisas Científicas para o desenvolvimento de novas tecnologias e para o uso de materiais recicláveis e energias alternativas antipoluentes, além de diagnóstico e prognóstico ambiental.
* Disseminar, por meio da mídia, temáticas e informações sobre projetos ambientais, visando estimular a consciência ambiental e a participação da comunidade em ações para uma melhor qualidade de vida.
* Formar grupos de voluntários para pesquisar a situação do bairro acerca do acesso a água potável, esgotamento sanitário, coleta do lixo e arborização, a fim de reivindicar melhorias ao Poder Público.
* Assessorar organizações públicas e privadas nas questões ambientais, emitindo pareceres/laudos e participando de debates e eventos.
* Criar um centro de referência ambiental, aproveitando as diversas competências e incentivando o trabalho multidisciplinar e multi-institucional, a fim de contribuir para a solução dos problemas ambientais.
8. TODO MUNDO TRABALHANDO PELO DESENVOLVIMENTO
Muitas vezes a solução de um problema pode servir de resposta para outros, principalmente quando pessoas, escolas, governos, sociedade civil, empresas e organizações sociais trabalham juntas.
O trabalho voluntário é quase sempre realizado em parceria. Um bom exemplo de parcerias são as realizadas entre universidade, em que professores e alunos compartilham idéias, espaço e muita criatividade em projetos de voluntariado educativo.
UNIVERSIDADES
* Disseminar os Objetivos do Milênio, promovendo o engajamento da comunidade universitária na solução dos problemas identificados – por meio de programas e projetos de Extensão Universitária.
* Manter uma postura anticorrupção reconhecida quanto à proibição de favorecimento, direto ou indireto, aos agentes do poder público, elaborando um Código de Ética e prevendo procedimentos formais de controle, punição e auditoria.
* Promover, na universidade, uma gestão socialmente responsável, incluindo respeito ao meio ambiente e envolvimento nos projetos comunitários – como a promoção de oficinas temáticas e a articulação de parcerias para potencializar suas ações na comunidade.
* Incentivar a implantação de Centros de Voluntariado, garantindo espaços para as atividades, apoiando os alunos organizadores, articulando parcerias com os diversos núcleos acadêmicos e segmentos da sociedade.
* Articular parcerias com empresas e organizações para divulgação e implementação das Leis do Aprendiz e do Portador de Deficiência, quando pertinentes.
* Organizar atividades, com diversos setores da sociedade, para difundir as diferentes etnias e culturas, promovendo o respeito às diferenças e o incentivo à diversidade.
* Promover – em parceria com ONGs, empresas e setor público – programas de empreendedorismo e inclusão digital, para jovens em situação de desvantagem social e adultos fora do mercado de trabalho.
* Doar equipamentos para escolas públicas, bibliotecas e organizações voltadas a jovens em situação de desvantagem social, além de formar um grupo de voluntários para cursos de informática em escolas que não dispõem dos equipamentos necessários.
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